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o desejo do analista nas praticas institucionais - 2011

LINHA DE TRABALHO
"O DESEJO DO ANALISTA NAS PRÁTICAS INSTITUCIONAIS"

Data:  11/01/2012
Horário: 20h30min
Local: Sede da APPOA

           Convidamos para a continuidade de nossa discussão sobre o conceito de desejo do analista na busca para articular referentes que nos possibilitem a sustentação do trabalho em diferentes âmbitos institucionais a partir da escuta e da ética psicanalítica.
           Nesta reunião trabalharemos a apresentação e o capítulo 1 (Os implícitos da instituição), do livro de Jean-Pierre Lebrun que se chama Clínica da Instituição - o que a psicanálise contribui para a vida coletiva (CMC editora).        


 
Carlos H. Kessler , Liz Ramos, Siloé Rey       

 

LINHA DE TRABALHO "O DESEJO DO ANALISTA NAS PRÁTICAS INSTITUCIONAIS"

Data:  30/11/2011
     Horário: 20h30min
     Local: Sede da APPOA

           Convidamos para a continuidade de nossa discussão sobre o conceito de desejo do analista na busca para articular referentes que nos possibilitem a sustentação do trabalho em diferentes âmbitos institucionais a partir da escuta e da ética psicanalítica.

           Nesta reunião trabalharemos os ecos da leitura de cada integrante do Cartel a respeito das lições 23 e 24 (3 e 10/6/1959) do Seminário 'O desejo e sua interpretação' de Lacan, além de contribuições extraídas de texto de Lebrun.

Carlos H. Kessler , Liz Ramos, Siloé Rey

 


LINHA DE TRABALHO “O DESEJO DO ANALISTA NAS PRÁTICAS INSTITUCIONAIS”
 
Dia: 26/10/2011
Horário: 20h30min.
Local: Sede da APPOA

           Convidamos para a continuidade de nossa discussão sobre o conceito de desejo do analista na busca para articular referentes que nos possibilitem a sustentação do trabalho em diferentes âmbitos institucionais a partir da escuta e da ética psicanalítica.

No encontro do último mês, esboçamos algumas questões acerca do caráter analítico de uma intervenção, se este estaria dado pelo atravessamento por uma ética da linguagem, recorte do significante; ou mesmo desde um ato, tangenciando o real. Ainda mais: como seria, quando na instituição, quando se está para além da clínica em intensão, conduzir o desejo a um outro lugar, como indicam Bataille e mesmo Lacan no seminário 6.

Assim que o apontado por Lacan no Seminário do Ato Psicanalítico, a respeito da condição de ‘tendo sido analisante’ – tendo presente a disjunção entre a e seus recobrimentos imaginários (-f) – poderia produzir uma marca na intervenção, mesmo na prática institucional, distinguindo-a de outras intervenções calcadas no imaginário?

Dando sequência a este trabalho, neste próximo  encontro  partiremos das contribuições de Lacan no Seminário de 28 de fevereiro de  1968 (Ato psicanalítico) e de lições do seminário O desejo e sua interpretação a respeito do fantasma perverso; bem como repercutiremos as intervenções ao longo da recente Jornada do Instituto Appoa. 

Carlos H. Kessler , Liz Ramos, Siloé Rey

 
Em nossa reunião do mês de abril retomamos o trabalho da linha a partir do texto dos Outros Escritos, de Lacan (2003), "Discurso na Escola Freudiana de Paris".
O Discurso foi redigido por Lacan para a terceira reunião em 6 de dezembro de 1967, com os psicanalistas titulados (AE e AME) da Escola Freudiana de Paris. O texto é uma resposta de Lacan após a votação da "Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola", textos que nos permitiram interrogar sobre a articulação da psicanálise em intensão e extensão, o ato analítico, a ética, a formação, como expressões  do desejo do analista.
Mantendo o tom da "Proposição", Lacan inicia o discurso destacando a dimensão de ato daquela, em seu questionamento da organização e nomeação no seio institucional da Escola:  "assim, diz ele, é inútil que alguém, por se acreditar figura de ponta nos ensurdeça com os direitos adquiridos de sua 'escuta', com as virtudes de sua "supervisão' e com seu gosto pela clínica, ou que assuma o ar entendido daquele que detém algo mais do que de qualquer um de sua classe" (p.265/266).
A partir da constatação de que algumas sociedades psicanalíticas têm uma estruturação mais analítica em sua experiência que outras, argumenta que "o impróprio não é que alguém se atribua a superioridade, ou até o sublime da escuta, nem que o grupo se garanta com base em suas margens terapêuticas, mas que a enfatuação e a prudência façam as vezes da organização". E ainda interroga “como esperar fazer reconhecer um estatuto legal numa experiência pela qual nem se sabe responder?" (p.266)
O desdobramento do texto remete à idéia da instituição analítica dispor de sua relação com o ato psicanalítico para extrair daí sua sustentação. A "proposição" não será ato analítico caso a instituição se tome como agente deste ato e separe o ato instituidor do psicanalista do ato psicanalítico, pois o ato instituidor "só se abstrai do ato analítico quando produz nele uma falta, justamente por ter conseguido por o sujeito em questão".
Do lado do desejo do psicanalista, trata-se de fazer-se causa de desejo, produzir a demanda do sujeito, o desejo do sujeito como desejo do Outro, ou seja, ao psicanalista cabe desejar o desejo desejante do sujeito.
Nosso ultimo encontro girou em torno deste tema, armando o desejo de darmos continuidade à interrogação do ato analítico. Para tanto, propomos para nosso próximo encontro, a retomada do texto do Discurso na Escola Freudiana de Paris e da lição 3 do Seminário do Ato Psicanalítico, em nossa busca de  construir referentes comuns para sustentar e ampliar o debate.

 

 
Para o ano de 2011, convidamos a todas interessados, além dos já participantes, a se agregarem na discussão, para uma rodada de conversa sobre os rumos que iremos percorrer neste trabalho. Pelo desejo do psicanalista como articulador do exercício clinico, já temos transitado em alguma medida, mas na proposta da linha esperamos aprofundar a articulação da psicanálise em intenção e em extensão, A linha que se organizou a partir do segundo semestre de 2010, vem se reunindo mensalmente para discussões na modalidade de cartel, já que o tema implica a contribuição de todos a partir das próprias experiências em instituições.
O grupo é composto por profissionais, que atuam em instituições de caráter os mais diversos, inclusive o Atendimento Clínico do Instituto APPOA, que buscam discutir os impasses do trabalho do psicanalista, quando este visa organizar sua prática a partir da ética psicanalítica. Além das peculiaridades de uma prática vinculada a um instituto de pesquisa, interroga os impasses que se devem ao fato de que instituições não psicanalíticas se organizam a partir de outras lógicas discursivas, exigindo a instalação de um laço transferencial específico para o desdobramento de intervenções eficazes junto às equipes. Sobretudo, trata-se de poder interrogar o lugar da suposi&ccedi l;ão de saber e fazer operar esta função central na organização da transferência de trabalho. O grupo tem tomado textos de Lacan, para trabalhar suas concepções a respeito da vida institucional e das peculiaridades desses laços, para recortar operadores conceituais básicos que organizem a discussão.
Em função deste âmbito constituir-se como espaço de pesquisa e interlocução de práticas singulares e diversas (ou plurais) o grupo definiu o trabalho na modalidade de cartel, buscando construir referentes comuns para sustentar e ampliar o debate, apropriando-se da experiência em andamento.

Até agora, examinamos os seguintes textos:
Ato de Fundação da EFP – Escritos
Proposição de 9 de outubro de 1967 - Outros Escritos.
Situação da psicanálise em 1956 – Escritos
 
Para a primeira reunião, o texto indicado foi: Discurso da EFP, Outros escritos, página 265.
 
Coordenação:
Carlos Kessler, Liz Nunes Ramos e Siloé Rey


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