238 setembro/2014

Narrativas da Juventude


Temática

Bola na Rede: um varal de sonhos.“Tô filmandoo...”

Sandra Meurer Romanini

Bola na Rede é um curta metragem experimental[2]. Este apresenta os porquês das crianças e adolescentes, de suas escolhas junto ao Projeto de Futsal Social, cuja meta é a inclusão. Nossos atores filmaram o caminho que um dos meninos percorre, a passos rápidos, de sua casa à Associação deMoradores onde ocorrem as aulas. Quiseram que fossem filmadas suas jogadas na quadra do ginásio coberto da empresa local que cede espaço quando a quadra da associação fica inundada de chuva, que se infiltra pelas goteiras do telhado. Na filmagem disseram o que pensavam ser inclusão e diversidade, enquanto brincavam na Oficina do Brincar, dispositivo criado para fortalecer os vínculos entre os alunos, com os professores e demais profissionais do projeto[3]. Além, também, do depoimento do adolescente que desde sua infância participa das aulas de futsal e faz seu acompanhamento junto ao Capsi[4] da cidade.

O projeto

O projeto está presente em cinco bairros da cidade e tem parceria com escolas públicas e serviços da rede municipal. Surgiu há dez anos a partir do ideal de levar o futsal para os bairros da periferia da cidade. A diretoria é constituída em sua maioria de empresários identificados com esta associação esportiva, desde sua fundação há 35 anos[5]. A sustentação do trabalho fica por conta de professores graduados em Educação Física da universidade Feevale e estudantes em estágio e bolsistas deste mesmo curso. Desde 2012, o projeto conseguiu aumentar sua equipe multidisciplinar e adquiriu maior independência através da lei de incentivo ao esporte.

A realidade da periferia

A periferia revela ruas que ainda podem ser lugar de brincadeiras, calçadas que são palco para rodas de conversa e onde também roda o chimarrão. As ruas centrais movimentadas abrigam o comércio local, fruto das muitas das famílias que chegaram em busca de trabalho e melhores condições de vida. O dia-a-dia do bairro conta com o burburinho das crianças e adolescentes em suas rotinas, além da presença das escolas municipais e estaduais que sustentam a educação e o apoio ao exercício de cidadania. Há os ginásios e quadras onde ocorrem as aulas do projeto social e que são ponto de encontro dos alunos que levam seus vizinhos, primos, irmãos e coleguinhas para, também, jogar futsal. O cotidiano vai de uma tranqüilidade interiorana que se perdeu no centro das grandes cidades até uma realidade de histórias de violência que contrasta.

A periferia conta com outra imagem que enlaça à sua condição de estar à margem do centro da cidade. Bauman refere “o duplo movimento na vida cotidiana onde os bairros centrais são valorizados e tornam-se objeto de grandes investimentos urbanísticos”, enquanto “outras áreas são corroídas pela degradação e tornam-se marginais” (2009, p.8).

No cotidiano das cidades vivemos uma fragilidade na constituição de empatia nas relações sociais, uma dificuldade de entender o outro. A falta de circulação entre os territórios deixa a população à revelia das apresentações e versões circulantes no urbano com seus interesses capitalistas subjacentes. Bauman, acerca do urbano, diz de uma “dinâmica estrutural a que estão sujeitas as cidades”, considerando a especulação que ocorre do medo, “transformando-o na base de uma política de controle e repressão”. (2009, p.9)

Entendemos que esta imagem marginal presente no social adere não apenas aos territórios, mas também a algumas crianças e adolescentes em maior vulnerabilidade, oriundas das famílias mais pobres da periferia. Os atores de nosso curta metragem também vivem um espectro de situações de vulnerabilidade social e dificuldades emocionais que se refletem na aprendizagem ou no desenvolvimento de suas habilidades. Quanto mais restritos forem seus lastros simbólicos, mais provável que em suas histórias terão um encontro brutal das versões marginalizadas presentes na comunidade e na família, tendo efeitos na sua estruturação subjetiva. E, nesta realidade, quando chegam à adolescência ocupam os espaços na cidade, quase sempre os mais temidos pela população - as ruas, os becos, as esquinas, a noite, etc. Por vezes assumem também algum ato que infringe a lei. E o ato de infração lhes retorna a sensação de serem respeitados pelas pessoas do bairro – porém, respeito baseado no medo.

Crianças de ontem, adolescentes de hoje?!

As demandas para adequar comportamentos, seja nas famílias ou nas instituições de ensino, têm cristalizado o assunto que poderia ser tratado com menos moralismo, alcançando a compreensão do porquê as crianças de ontem terem se transformado nos adolescentes de hoje. Normalmente, a passagem adolescente provoca ressonâncias nas famílias e nas escolas. As transformações adolescentes frequentemente produzem alvoroço – opiniões divergentes, defesa dos interesses próprios, convívio com iguais, saídas para encontros que não envolvem a família.

Muitos responsáveis, que foram as referências para as crianças, passam a alienar-se num senso de desresponsabilização, pois mesmo que estas tenham crescido e sido educadas no bairro, não há uma acolhida suficiente para inseri-las institucional e socialmente. Lebrun fala de “comunidade de renegações”(2008, p.30) quando refere as evitações das partes; e estas teriam como efeito o entrave do trabalho de subjetivação. O que ocorre recorrentemente é a utilização de enquadres na lei, que são buscados para tamponar uma representação que falhou nos vínculos vivenciados junto aos atores da comunidade.

Medo?! Varal de sonhos.

O medo faz parte da vida das crianças e aparece na fala do menino do projeto: “E se tem alguém na rua o professor apita e ninguém vem. Eles se escondem lá embaixo, lá naquela coisa lá no mato, porque tem medo do professor.” Entendemos o medo como uma busca de representação do que os alunos vivenciam tanto na realidade cotidiana quanto na constituição de suas fantasias. Medo que necessita de compreensão, momento em que o psicanalista pode assessorar e introduzir escuta e dispositivos que fortaleçam o sujeito em estruturação.

Outro exemplo presente nos desenhos que compõem o varal do curta metragem, é o do carro desenhado por um menino que diz: “É prá ir pegar o lobo”. Corso questiona “Para que sentir medo?” (2006, p.58) quando vai situando o lobo da história infantil como um representante escolhido para lidar com o medo e que, similar ao cachorro, que seria a versão doméstica, outro é a selvagem. O lobo, enquanto a versão selvagem do perigo doméstico, é uma prova de que a mamãe e o papai bonzinhos que cada um de nós têm em casa podem também se tornar figuras ameaçadoras e temíveis, bem como o professor.

Os desentendimentos, os desafios à autoridade, as disputas de bola ou as disputas com os colegas durante as partidas em muito são justificadas, projetando no colega aquilo que ainda não está sendo reconhecido em primeira pessoa neles mesmos: “O fulano também bate nos outros”. Recordando aí os movimentos que a criança realiza para se situar diante do adulto e do mundo através de suas próprias posições e experiências.

Isto que para a infância pode ter um acesso de entendimento, contando com a literatura infantil, contando com a aura da infância, quando passa para a adolescência fica, na maioria das vezes, mais difícil de entendimento. Adolescentes, quando não conseguem reconhecer neles própriosos traços dos que os educaram na comunidade, e privados assim de referências simbólicas que lhes permitam a passagem ao social e à cultura, passam ao “acting-out”[6]. É da apropriação de objetos valorizados entre os adolescentes, consumo e distribuição de drogas e até prostituição, que se utilizam para sustentarem-se sem as referências adequadas.

Fragilidades do projeto

A presença permanente de vagas é muito valorizada junto ao projeto e pela rede encaminhadora. Porém, envolve uma das fragilidades deste, considerando que a abertura de vagas tem em seu revés as evasões dos estudantes outrora encaminhados. Sabemos do impossível de um projeto destas dimensões não conviver com evasões, mas estas necessitam serem minimamente compreendidas, dadas as questões apresentadas anteriormente. Outras saídas recorrentes são as dos instrutores[7], também estudantes, mas bolsistas e estagiários do curso de educação física da universidade apoiadora. Mesmo que estas saídas fiquem justificadas por uma busca de melhor oportunidade no mercado de trabalho, causam dificuldades aos vínculos com as crianças e adolescentes. E reforçam, por vezes, naqueles mais vulneráveis o sentimento de abandono, descaso e agitação.

Práticas disciplinadoras, assistencialistas e/ou solidárias orientam muitas vezes os projetos sociais e os encaminhamentos da rede. Estas, mesmo que apreciadas na sociedade em geral, em um projeto de cunho social, se utilizadas como eixo de sustentação do trabalho, dizem de uma contaminação através de boas intenções que servem mais para auxiliar quem as pratica, do que escutar o que efetivamente necessitam aqueles que são alvo deste auxílio. Funcionamento que deixa de questionar e avaliar os efeitos do trabalho junto às crianças e aos adolescentes.

Há também a falta de dispositivos de lastro simbólico que fortaleçam a formação, como supervisões individuais e institucionais e estudo sistemático nas equipes, para quediante das realidades focadas aqui e presentes na periferia os estudantes e profissionais percebam este mercado de trabalho como oportunidade valiosa.

Oficinas: por quê?

Buscamos através das Oficinas do Brincar e da Adolescência uma direção preventiva, no sentido de criar um ambiente acolhedor que possa promover para além do que já vinha sendo oferecido pela pedagogia do esporte, com a técnica e as táticas do futsal, um espaço de encanto e leveza. Aposta que contou com um investimento no tempo do sujeito linguajeiro, termo que até então era praticamente desconhecido na equipe. As versões presentes no discurso da rede local que diziam respeito às crianças e adolescentes, versões que se pulverizaram pela escola, projeto e família, passaram a contar com uma escuta. A abertura de espaço para brincar e jogar muitas vezes foi considerada infantil, visto o sentido dado ao brincar como algo sem importância.

A proposta levou outra lógica para as quadras, permitiu que as fantasias se constituíssem, ou seja, permitiu que a angústia, o medo, a agressividade, se conectassem com a possibilidade de representá-los, seja no jogo do pega-pega, do esconde-esconde, na figura do lobo mau, etc. Acionava-se a passagem a algum enredo possível, para só então cada um falar sobre si mesmo.Percebemos, como efeito imediato desta criação, um apaziguamento da potência das versões acerca da agitação, agressividade e violência e uma maneira de ressignificar algumas das evasões, seja por uma permanência do aluno, ou uma saída do projeto, mas com um sentido sabido entre as partes.

Esta atmosfera para a qual o curta metragem aponta é indispensável para a sustentação da cidadania desta população em condição de inclusão em sua comunidade. E sustentar estes espaços depende de um trabalho que seja articulado interdisciplinarmente.

Curta inclusão e diversidade. Sonhar é possível!

“Eu vim prá cá porque eu queria ser jogador de futebol.” Escutamos aí o sonho como ponto de ancoragem do sujeito, a articulação do vir a ser adulto tomado pelo imaginário social presente, quando se trata do futebol, vinculado ao tornar-se famoso, reconhecido e sem dificuldades financeiras. Ideal social e desejo de nosso pré-adolescente, reconhecível pela entonação de sua frase. Desejo fortalecido através do imaginário social e de uma identificação aos craques que, em sua maioria, emergem de realidades pobres através de seu talento no jogo. Porém, o caminho do sonho nos desenhos do varal de sonho, é florido e colorido, incluindo elementos da fantasia das crianças: andar de skate, de carro, estar em jardins floridos, em pomares, etc.

Nossa responsabilidade tem relação com o trabalho de um sujeito em constituição. Balizamos então a participação de nossos atores no curta metragem, possibilitando que percebessem que seu sonho de ser jogador de futebol já acontecia no cotidiano de sua comunidade, pois assumiam seu fazer, e assim a ficção de ser jogador de futebol entre seus colegas e amigos, na própria quadra do bairro. O que nos parece possibilitar uma via simbólica de passagem para se pensarem com possibilidade de alcançar seus sonhos. Sabemos que o futebol é algo forte e presente no imaginário social e, como refere Enéas de Souza, “Copa é a produção de imagens por meio de imagens” (2010, p.10), fazendo lembrar também dos ativos financeiros dos investidores do futebol no país e no exterior. Porém, estas imagens não levam as crianças e adolescentes das comunidades rumo à sua inscrição para reconhecerem-se, a não ser que os investimentos tenham contado com uma relação linguajeira com outrem local.

Nosso pequeno goleiro nos emocionou no momento da entrevista, pois utiliza um pronome até então em estruturação para ele, que reconhecemos quando diz para o estagiário de jornalismo: “Ah...eu não sei isso”. Ou seja, o “eu” surgiu no projeto pela primeira vez audível diante de alguém que gravava sua entrevista para o curta metragem. E, como refere Ledoux sobre este momento, “um certo estado infantil é encerrado, e o sujeito pode dizer ‘eu”. (1991, p.89)

Já os adolescentes dizem: “Eu vim pro projeto porque é legal, os professores são legais, as atividades.” Ou: “Por quê eu não sei explicar, porque é divertido”. As relações fraternas são referidas: “Fazer amizades, não brigar com os outros”. Assim, mesmo que sejam alvo das queixas dos professores acerca de sua agitação e agressividade, revelam, através do que dizem, suas motivações em busca de um rascunho possível. Forgetutiliza este termo, rascunho, associado às iniciativas na adolescência.

O rascunho é um tempo de intimidade incontornável para permitir ensaios sucessivos e erros retificados. Esses últimos necessitam, para permitir os reajustes, que o autor tenha avançado indulgentemente com respeito à si mesmo, contando com a benevolência dos próximos.(...). A particularidade desse tempo é que o autor investe uma parte de si mesmo que não se manifestava antes. (2011, p.63)

Forget ainda esclarece que “a vulnerabilidade desse primeiro passo e o reconhecimento da escolha num segundo momento necessitam, para se exercer, que a intimidade da criança ou do adolescente seja respeitada.” (2011, p.64)

Nossos atores referem que buscam o projeto para além do futsal, querem “jogar bola e também brincar na pracinha, jogar bola na rua com os amigos, não brigar, respeitar os outros, os mais velhos respeitar os mais velhos.” Aí há algo interessante no depoimento do menino que sabe que há a demanda de respeitar os outros, e diz dos mais velhos respeitarem os mais velhos. Como quem demanda que o respeito esteja entre os mais velhos. Sua fala deixa a dúvida sobre o que este pensa acerca do respeito aos mais novos. Questão importante, pois, se na vivência das crianças não há o reconhecimento de estarem sendo respeitadas, como estas darão conta desta demanda em relação aos adultos?

Com certeza as falas das crianças nos lembram que, se elas fazem algo, é porque foram atingidas pelo desejo de alguém, perceptível nesta fala: “Porque meu pai disse que era legal. Porque o meu pai disse, eu gostei. Eu aprendo a chutar com os dois pés e a jogar bola.”

Uma minimização da agitação e agressividade dos alunos teve efeito através do brincar, do escutar, do acolher com outro tempo o infantil, na continuidade das oficinas. E também uma minimização na busca de comando, de transbordamento de autoridade, de exigências de disciplina por parte dos próprios professores. Houve um trabalho com a infância das crianças e com o infantil dos professores, todos sendo convidados a falar em nome próprio, para além de ensinar ou aprender um conteúdo dito como necessário pedagogicamente.

Autoridade excessiva e falta de controle que ocorrem nas aulas são efeito de atitudes passivas, sustentadas pela negação de alguns dos professores, por não se considerarem ativos e causadores também das reações dos alunos. Questão que necessita de assessoramento para que os profissionais envolvidos, que não têm este olhar desde sua formação, possam ser convidados a refletir. Pois a agitação, a indisciplina, as malcriações de crianças e adolescentes, ficam em plano secundário quando o aluno é envolvido num ato educativo.

Cinema no shopping !

A ida das famílias ao shopping da cidade para ver seus filhos, sobrinhos e netos na tela do cinema era o ponto alto e o desfecho comemorativo dos atores e diretores do curta metragem, proporcionando a passagem desta produção para o social e para a cultura. E, criou possibilidades de trocas, de conversas e investimentos afetivos que até então não tinham tido oportunidade igual.

Uma das famílias, naquela manhã de sábado, se organizava para visitar familiares na prisão. Como as crianças só iriam no final de semana subsequente, puderam seguir conosco ao cinema no shopping para assistir ao curta metragem. Durante o trajeto até o centro da cidade, conseguimos trocar impressões sobre questões viscerais da sociedade que envolvem o cotidiano de suas vidas. Percebemos nas crianças que acompanhamos, filhos de mães e pais cumprindo pena, que, mesmo não convivendocom seus pais – e estando em contato com o lastimável estado das prisões gaúchas –, contanto que tenham acolhida em sua história a de seus pais, elas ficam bem. Dolto, quando fala sobre uma castração bem sucedida, diz que “é aquela que é dada em tempo, nem muito cedo, nem muito tarde, à criança, por um adulto ou alguém mais velho que a estima e que ela ama e respeita e não somente em sua pessoa, mas de tal modo que através dele a criança sente que seus genitores são respeitados.” (2002,p.60) Porém, para a sociedade, mesmo que estes pais estejam cumprindo o que a lei determinou, as histórias destes permanecem sem valor. Para as crianças é importante que percebam o respeito aos seus pais, similar ao que o menino demandava em sua fala “os mais velhos respeitar os mais velhos”. E, se respeitada esta condição dos pais, de estarem pagando por seus atos através do que determinam as leis, as crianças e adolescentes podem ter preservado o seu tempo, inclusive para elaborar os porquês da privação de liberdade de seus pais. Mas, caso não tenham o respeito ao seu tempo e ao de seus pais, em sua história, irão buscá-la em ato, numa busca por transmissão que os autorize a algum lugar.

A proposta de criar este curta metragem foi divulgar as Oficinas como dispositivo de inclusão e diversidade junto à comunidade, alertar para a necessidade de equipes que exerçam a interdisciplinaridade e promover a política de saúde mental desde este lugar próximo ao cotidiano das crianças e adolescentes. O acesso às realidades da periferia aqui apresentadas propõe também um repensar as direções de trabalho do projeto social e inscrever outras versões possíveis para a população pobre. Lembrando que brincar é um bom jeito de crescer e que as fantasias e os sonhos podem transformar realidades.

Referências Bibliográficas

BAUMAN, Zygmunt. Confiança e medo na cidade. Rio de Janeiro : Zahar, 2009.

CORSO, D. L. e CORSO, M. Fadas no divã: psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre : Artmed, 2006.

DOLTO, Françoise. A imagem inconsciente do corpo. São Paulo: Perspectiva, 2002.

FORGET, Jean-Marie. Os transtornos do comportamento: onde está o rolo? Porto Alegre: CMC Editora, 2011.

LEBRUN, Jean Pierre. A perversão comum: viver juntos sem outro. Rio de Janeiro : Campo Matêmico, 2008.

LEDOUX, Michel H. Introdução à obra de Françoise Dolto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.

MOSCHEN, Simone. “A infância como tempo de iniciação à arte de produzir desobjetos.” In: Revista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre, Nº 40. O infantil na psicanálise. Porto Alegre: APPOA, 2011.

RODULFO, Ricardo. O brincar e o significante: um estudo psicanalítico sobre a constituição precoce. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

SOUZA, Enéas. De Deuses dos estádios a ativos financeiros. In: Correio da APPOA, nº 191. Linhas de passe. O inconsciente em campo. Porto Alegre: APPOA, Junho/2010.

Autor: Sandra Meurer Romanini

 

[1] Sandra Meurer Romanini é Psicóloga e psicanalista - realizou a direção deste curta metragem juntamente com o estudante de Jornalismo e estagiário, Eduardo Patrick Bettio. Email: sandrameurer.romanini@hotmail.com

[2]Participante da II Mostra Experimental de Curtas metragens – Curta Inclusão e Diversidade 2013, organizada pela SMED/NH em parceria com a Incubadora Liberato, Atelier Livre e Secretaria de Cultura. Assista-o acessando: http://video.agaclip.com/w=Cp1DG7-rG7e.

[3] Psicóloga, supervisores locais, instrutores (bolsistas e estagiários) e assistente social.

[4] Centro de Atenção Psicossocial Infantil e Adolescente.

[5]UJR – União Jovem do Rincão fundada em 1978 com origem nos jovens da paróquia que competiam os campeonatos municipais de futsal e uma torcida composta por moradores do bairro Rincão, em NH.

[6]Acting-out “...consiste na mostração, para um olhar que sirva como testemunha, de uma falta de referência simbólica.”(Forget, 2011,p.20)

[7]Instrutor é como é chamado, junto ao projeto, o professor anterior à sua formação acadêmica completa.





setembro de 2014 - Correio APPOA