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O DESEJO DO ANALISTA NAS PRÁTICAS INSTITUCIONAIS - Linha de Trabalho

Coordenação: Carlos Kessler, Liz Ramos e Siloé Rey

LINHA DE TRABALHO "O DESEJO DO ANALISTA NAS PRÁTICAS INSTITUCIONAIS"

Data: 25 abril, quarta-feira, 2012.

Horário: 20h30min

Local: Sede da APPOA

O que recobre o termo "instituição(ões)" tão utilizado a partir da modernidade e pelo qual designamos via de regra as instâncias que destilam a vida coletiva dos humanos?
Do latim institutio, forma nominal do verbo instituere, temos na etimologia da palavra Instituição algo que imediatamente nos convoca, ou seja, uma temporalidade em termos de um começo, uma inauguração, e a noção de hierarquia, cuja procedência etimológica remete-nos a hieros, sagrado, e também a arche, começo.
Mesmo que na Modernidade essa dimensão do sagrado esteja em contínuo questionamento, problematizando a referência à hierarquia, é oportuno levarmos em conta que o próprio termo instituição traz em si mesmo a noção de disparidade implícita dos lugares via a temporalidade que esse termo inclui.
O discurso contemporâneo, no entanto, com sua profunda crise em relação à questão da autoridade, além de pretender se desembaraçar do Outro, não contando nem mesmo com sua necessidade lógica, também não parece considerar o fato de que a Instituição supõe, em um único plano lingüístico, uma diferença de lugares e a prevalência de um deles sobre os outros. Ponto crucial e irredutível para Jean-Pierre Lebrun e qualificada por ele através do termo castração epistemológica. Qual posição é possível ao psicanalista ocupar? De que maneira o psicanalista pode vir a operar no laço social contemporâneo, legitimando a posição de terceiro, bem como levando em consideração "os implícitos da instituição" - condição de possibilidade da existência das instituições? Quais as contribuições da psicanálise neste contexto?
Seguiremos avançando nessas e em outras questões, a partir das leituras de Jean-Pierre Lebrun (Clinica da Instituição - Apresentação e Cap.1) e da lição 24 do Seminário de Lacan "O Desejo e sua Interpretação".


 

Data: 28/03/2012

Horário: 20h30min

Local: Sede da APPOA

A instituição, invenção humana que responde pela regulação das formas de satisfação possíveis nas relações com nossos semelhantes enquanto tributária da transmissão da lei do Outro, desdobra-se, em sua temporalidade, como expressão do laço social. Assim, antes da modernidade o laço social se fundava no discurso religioso e o mundo se organizava de forma vertical, piramidal e o lugar do Outro era definido e transmitido pela tradição. Com a mudança no laço social a partir da modernidade para uma sociedade que se propõe democrática, horizontal e individualista, constatou-se como efeito uma “dessubstancialização” do Outro sem, entretanto, dispensar sua necessidade lógica. O discurso contemporâneo, no entanto, com sua profunda crise com relação à questão da autoridade, parece pretender se desembaraçar de sua necessidade lógica.

Qual a incidência deste novo laço social nas instituições? Como legitimar a posição de terceiro, nas condições contemporâneas do laço social? Quais as contribuições da psicanálise neste contexto? Qual posição é possível ao psicanalista ocupar?

É sobre essas e outras questões que queremos avançar, a partir das leituras de Jean-Pierre Lebrun (“Clínica da Instituição”, Apresentação e Cap. 1) e da lição 24 do Seminário de Lacan “O Desejo e sua Interpretação”.

Convidamos a todos colegas que sejam concernidos por essas questões.


 

Para maiores informações ou esclarecimento de dúvidas, preencha o formulário clicando aqui, que em breve entraremos em contato.

Fazem parte desta linha de trabalho O Serviço de atendimento clínico e a Oficina: Exercícios Clínicos

 

Autor(es): Carlos Kessler, Liz Ramos e Siloé Rey



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