com Antonio Quinet
Dia: 09/10/2009
Horário: 20h
Local: Sede da APPOA
"Não ficaria surpreso”, diz Freud, “em ouvir que a psicanálise, que se preocupa em revelar essas forças ocultas, tornou-se assim estranha para muitas pessoas por essa mesma razão.” É essa estranheza da psicanálise em relação às outras disciplinas, e à própria civilização, que Lacan situa no âmago de sua Escola como lugar de formação do psicanalista. A Escola de Lacan é a Estranha na civilização.
Em todos os âmbitos e níveis da proposta de Lacan de uma Escola para analistas, lá está o elemento do estrangeiro, aquele que faz um corte com a homogeneidade. No íntimo da Escola, o estranho. No âmago da civilização, A Estranha como elemento heterogêneo às instituições pedagógicas e sociais, pois sustenta o discurso do analista, que é o avesso do discurso dominante. Através do dispositivo do passe, ela promove a conjunção do mais íntimo do sujeito com o que lhe é exterior, do privado com o público, demonstrando que a formação analítica está em continuidade com a análise do analista. Assim, ela leva para fora as “entranhas” do sujeito, seu íntimo exterior, sua extimidade. Essas entranhas são as modalidades do objeto a ectópico — externo às representações psíquicas —, que constitui a consistência epifânica do analista em seu ato.
A partir da posição de Édipo, o herói trágico, não como sujeito de desejo, mas em seu status de objeto a, dejeto e objeto precioso, encontramos em sua história tomada pelo avesso essa mesma posição de estranheza em relação à Polis e ao desejo do Outro.
Antonio Quinet
LANÇAMENTOS
- A estranheza da psicanálise – a Escola de Lacan e seus analistas, editado pela Jorge Zahar
- Óidipous, filho de Laios - DVD produzido pela Atos & Divãs
Inscrições na Secretaria da APPOA
VAGAS LIMITADAS
INSTITUIÇÕES CONVOCANTES:
- APPOA
– Linha de Pesquisa Ética, Alteridade e Linguagem na Educação do Pós-graduação em Educação da UFRGS
– LAPPAP - Laboratório de Pesquisa em Psicanálise Arte e Política / UFRGS |