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Núcleo de Psicanálise com Crianças

NÚCLEO DE PSICANÁLISE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Data: 07/02/2011


Sábado, 10h, reuniões mensais (2º sábado do mês), na sede da APPOA.
Próximo encontro: 10/12/11
Coordenação: Ana Laura Giongo, Beatriz Kauri dos Reis, Eda Tavares, Gerson Smiech Pinho, Ieda Prates da Silva, Maria Lúcia Stein e Simone Mädke Brenner.

 

O NÚCLEO DE PSICANÁLISE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES  e  
O INSTITUTO APPOA -PSICANÁLISE, POLÍTICAS PÚBLICAS E SAÚDE MENTAL

 

Convidam para o encontro:

 

INSTITUTO APPOA E NÚCLEO DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA CONVIDAM:

 

Debate   sobre o

Livro Negro da Psicopatologia Contemporânea e a Medicalização do Cotidiano

  Data: Sábado, 10 de dezembro
Horário: 9h 
Local: sede da APPOA

 Convidados:

Alfredo Jerusalinsky: psicanalista APPOA, organizador e autor do livro


Nilson Sibemberg: psiquiatra, psicanalista APPOA, autor de artigo no livro

Márcia Gianlupi: médica, com formação em psiquiatria no Hospital Saint Anne - Paris, no Serviço do Dr Marcel Czermak.

 

       Esta atividade  é  também preparatória ao V Congresso Internacional da Convergência O ATO PSICANALÍTICO: suas incidências clínicas, políticas e sociais, a se realizar em junho de 2012.

 

 Autismo e intervenção precoce na clínica psicanalítica

com Eda Tavares

 DATA: 19/11/2011
HORÁRIO: 10h
LOCAL: Sede da APPOA

 

    O autismo é uma patologia que tem convocado os analistas de crianças, por ser um grande mestre no trabalho clínico com a infância, sempre questionando posições supostamente definidas: desde as questões sobre a psicogênese às possiblidades de intervenção. A particular relação de exclusão ao campo do significante que as crianças autistas estabelecem, traz questões fundamentais sobre a constituição da subjetividade, o entrelaçamento entre o psíquico e o somático e quais as possibilidades e limites para um analista intervir nesse processo.
    Desde Freud sabemos que não é possível antecipar o futuro de um sujeito e produzir uma intervenção clínica que garanta e prediga esse futuro. Mas o já longo caminho que percorreram os analistas de crianças permite saber que uma intervenção precoce pode propiciar que se produzam as transformações necessárias na relação da criança com o Outro Primordial para a construção de um sujeito que poderá desdobrar suas relações com o mundo. 
   Nesta atividade conjunta do Núcleo de Psicanálise de Crianças e Adolescentes com a linha de trabalho Psicanálise, Políticas Públicas e Saúde Mental do Instituto APPOA, a colega Eda Tavares estará discutindo conosco algumas questões sobre autismo e o atendimento clínico de bebês.
     Esta é uma atividade aberta a todos os interessados sobre o tema.

 

 

Núcleo de Psicanálise de Crianças e Adolescentes
 
Data: 13/08/2011
Horário: 10h
Local: Sede da APPOA
 
        O Núcleo de Psicanálise de Crianças e Adolescentes da APPOA é um espaço de estudo e discussão, com reuniões mensais, que se propõe a debater as especificidades levantadas pelo trabalho psicanalítico com a infância e a adolescência.       
        No próximo encontro, dia 13 de agosto, trabalharemos o texto Lo real y la "realidade psíquica", do livro Qué es lo "real"?, de Gérard Pommier (Ed. Nueva Visión). Neste capítulo o autor, aliando licença poética ao rigor psicanalítico, trabalha o engendramento da realidade psíquica como aquilo que rechaça e ao mesmo tempo cria o real, na medida em que o subjetiva. E que permite à pequena criança, através do grito inaugural, não só reagir ao desamparo original, mas recusar-se a ser engolido pela demanda materna. Grito que, por obra da linguagem sustentada pelo agente materno, se transforma num jogar com as palavras, primeira forma lúdica que introduz o brincar como potência de subjetivação. Tomemos aqui algumas palavras de Pommier: "La subjetivación de lo real reclama una subjetivación del Otro, quien la precede y la autoriza: es lo que ocurre cuando esta mujer, soporte de la impersonalidad de la demanda materna, murmura que no es sino una suplente de aquélla; que ella conoció la misma angustia cuando era niña y que hoy puede tan sólo tararear al recordarlo. La nostalgia de esa melodía la divide, abre la vía (voie) a la voz (voix) que pone al grito del revés. Su música no libera tanto gracias a un sentido que todavia no tiene, sino en función de la conquista que habilita respecto de aquél. El juego con los sonidos y, más tarde, com la medodía de las frases, autoriza una libertad inmensa, embriagadora, sin objeto, puro sujeto. ..." (p. 41)
O autor relaciona o regozijo observado por Freud no Fort! Da!, ao júbilo da criança frente ao espelho, do qual o sujeito só consegue escapar e se diferenciar pela invocação de seu nome: "Sólo se reconoce cuando es delicadamente extraído del espejo mediante la pinza de un apelativo. ..." (p.38).
Propomos aprofundar estas e outras interessantes colocações do autor na discussão do próximo sábado, na atividade do Núcleo.          
        As reuniões do Núcleo de Psicanálise de Crianças e Adolescentes são abertas a todos os interessados.
 
       
Atenciosamente,
Coordenação do Núcleo

 

Coordenação: Alfredo Jerusalinsky, Nilson Sibemberg, Márcia Gianlupi



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